Todo caminhoneiro precisa ter cuidado com os custos de suas operações para poder cobrar um preço competitivo pelos fretes e não sair no prejuízo. Isso significa economizar nos gastos com as viagens e minimizar as perdas com a depreciação de caminhão.

A depreciação, inclusive, é um dos principais custos de quem trabalha rodando as estradas, mas muitos se esquecem de considerá-la e não percebem a perda de seu patrimônio acontecendo no dia a dia. Essa perda leva a gastos que não retornam em uma futura venda e, ainda, desvaloriza o caminhão.

Portanto, se você quer evitar o prejuízo do seu patrimônio e aumentar as suas margens de lucro em cada frete, é preciso tomar certos cuidados. Mas quais são os fatores que contribuem para a deterioração do veículo? Continue a sua leitura pois, neste artigo, falaremos tudo sobre a depreciação em caminhões!

O que é a depreciação de caminhão?

Desde quando retiramos da loja um produto — ou, no caso de um caminhão, da concessionária —, ele já começa a sofrer desvalorização, passando de novo, para usado. Além disso, com o uso e o tempo, há o desgaste natural desse produto, que pode ser maior ou menor dependendo do cuidado do proprietário.

Esse desgaste contribui para a estimativa de seu valor, ficando mais evidente no momento de uma venda, por exemplo. O preço colocado no produto leva em consideração todos esses fatores. A diferença do montante pago na compra, para o valor de uma hipotética revenda, é o maior indício de sua depreciação.

Para um caminhoneiro, a depreciação do caminhão é sinal, também, de perda de eficiência e de desempenho, tornando as viagens mais caras e demoradas. Por outro lado, é um custo que será cobrado no momento em que for preciso a substituição do “bruto” e, mais ainda, em cada parada para manutenção corretiva de eventuais problemas. Os consertos se tornam mais caros por conta do desgaste maior, sendo que esse gasto não agrega valor ao patrimônio.

Assim, é preciso calcular esse custo e cobri-lo nos valores cobrados nos fretes. Dessa forma, evita-se que haja prejuízos tanto no momento da troca, como na conservação do veículo. Portanto, para que o preço de seus fretes continue competitivo e sua lucratividade possa até aumentar, confira abaixo os 7 fatores que mais contribuem para aumentar a depreciação de seu caminhão:

1. Não realizar as revisões na concessionária

Desde o momento da compra de um caminhão novo, é preciso seguir à risca a programação de revisões recomendada pela fabricante do veículo. Esses serviços são realizados na concessionária autorizada, e servem para manter as condições de fábrica de desempenho e eficiência.

É, portanto, o primeiro passo para a conservação adequada do caminhão e fará toda a diferença diminuindo o desgaste natural do uso. Com as revisões, problemas mecânicos são evitados ao corrigir pequenas falhas e dar início à manutenção dos componentes.

2. Uso de peças paralelas

Na manutenção do caminhão, é importante utilizar somente peças originais. Elas foram aprovadas pela fabricante do veículo, que o projetou para funcionar em conjunto com os parâmetros de cada peça.

Assim, o uso de peças paralelas aumenta a probabilidade de problemas mecânicos, pois, por não terem as mesmas especificações das originais, aumentam o desgaste nos outros componentes do caminhão. Além disso, sua qualidade não foi testada e, portanto, o risco de quebras e de acidentes é maior.

3. Falta de manutenção preventiva

A manutenção preventiva é mais barata do que a corretiva, quando os consertos são feitos apenas ao ter problemas de funcionamento no caminhão, já que evita falhas e quebras que podem afetar outros componentes. Só isso já contribui para diminuir a depreciação, pois o gasto com as correções não acrescenta valor ao patrimônio e, portanto, quanto menores, melhor.

Mas, também, um caminhão usado bem cuidado é mais valorizado no momento da venda. Além disso, a manutenção preventiva evita sinistros como colisões e capotamentos, que afetam o seu preço ao impactar na estética e, até mesmo, no funcionamento do veículo.

4. Uso extremo do veículo

O uso extremo é caracterizado pelo abuso nos limites do veículo. Assim, carregar cargas com peso maior do que o recomendado pelo fabricante, enfrentar áreas alagadas, trechos de subidas íngremes com frequência ou vias não-pavimentadas em péssimo estado de conservação, são alguns dos exemplos de uso extremo.

Nesses casos, os componentes do veículo precisam trabalhar em uma condição para a qual não foram projetados, o que aumenta o seu desgaste, levando a uma depreciação maior de todo o conjunto. Assim, o melhor a fazer é evitar esse tipo de prática e, se necessária, antecipar a manutenção preventiva do caminhão.

5. Direção ofensiva

A direção ofensiva é uma forma de uso extremo também. As acelerações altas, as freadas bruscas, a falta de distância mínima de segurança, entre outros, forçam os componentes do caminhão, desde o motor, transmissão e embreagem, até a suspensão, os freios, o sistema elétrico e o de exaustão.

Assim, dirigir ofensivamente aumenta o desgaste das peças e o risco de acidentes e colisões que, como já vimos, contribuem para a depreciação. Por isso, o caminhoneiro, para baixar os seus custos e diminuir a depreciação, deve adotar uma postura defensiva, sempre tomando cuidados preventivos para ver e antecipar os problemas no trânsito.

6. Deixar o veículo sujo

Pouca gente sabe, mas a sujeira, além de dar uma aparência ruim para o caminhão, contribui para a sua depreciação. Isso acontece porque a poluição, tanto a vinda pelo ar como vinda pelas chuvas, possui elementos que queimam a pintura, causando manchas. Outro problema para a lataria são os dejetos de aves.

Já a terra grudada, a areia e o sal de regiões litorâneas, e a água suja de poças contribuem para a corrosão na lataria e das peças mecânicas, pois comprometem sua lubrificação. Além disso, ressecam partes plásticas e de borracha como retentores e anéis de vedação. Portanto, lavar o caminhão com frequência e trocar sempre a lubrificação das partes em atrito é fundamental.

7. Não arrumar pequenas batidas

Pequenas batidas e amassados deixam a lataria exposta por romperem a proteção do esmalte da pintura e podem interferir no funcionamento de algum componente importante, aumentando o seu desgaste.

Além disso, marcas de colisões, mesmo que pequenas, desvalorizam o caminhão, pois um eventual comprador pode ficar com medo de que a estrutura do veículo tenha sido afetada. O melhor, então, é consertar as batidas logo quando possível.

A depreciação de caminhão é um dos maiores custos do trabalho de um caminhoneiro. Ela acontece no dia a dia pela ação do tempo, mas também é influenciada pelos cuidados que o proprietário tem com o veículo. Portanto, para ter um custo menor com a depreciação e aumentar as suas margens de lucro, é preciso conhecer os principais fatores que a influenciam e tomar atitudes para evitá-los.

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