Atualmente, não basta ter um caminhão, receber pedidos de entrega e fazê-las para garantir que tudo funcione da melhor forma. É fundamental garantir a segurança no transporte de cargas a fim de alinhá-la com os objetivos do seu negócio.

Vale mencionar que esse tipo de processo não é tão fácil como muitos imaginam. Algumas falhas podem ocasionar em perdas e comprometer os investimentos realizados, pois elas, geralmente, são as principais causadoras de desperdício de recursos e de diminuição dos lucros de um caminhoneiro imprudente — ou novo no ramo.

Pensando nisso, reunimos, neste post, informações relevantes sobre este assunto. A seguir, você saberá, de fato, o que é gerenciamento de riscos, quais são seus principais riscos e conhecerá os erros mais cometidos no transporte de cargas. Boa leitura!

O gerenciamento de riscos no segmento de transporte de cargas

Os caminhoneiros, em geral, possuem um conjunto de práticas para diminuir os riscos na hora do frete. Esse processo é mais conhecido como gerenciamento de risco, responsável por prevenir incidentes como paradas inesperadas, desvio de rota e imprudência humana.

Esse tipo de gestão parte da identificação de possíveis consequências/impactos que um motorista pode sofrer. Com base nisso, são definidos planos que possam evitar ou conter ameaças de diversas naturezas, como acidente, roubo e furto.

Dentre os principais procedimentos estão: manutenções preventivas, programas de avisos, rastreamento do caminhão via GPS, bloqueio e desbloqueio remoto etc. Além disso, existe todo o suporte ao fator humano, como testes em caminhoneiros, treinamento para uso de equipamentos e avaliações psicológicas.

Os principais riscos no transporte de cargas

Os riscos mais comuns e conhecidos do gerenciamento de riscos são: negligência, imperícia e imprudência. Ainda que esses termos pareçam semelhantes, eles têm significados bem diferentes. Compreender cada um deles é essencial para quem deseja garantir segurança no transporte de cargas, tanto pela oportunidade de conhecê-los adequadamente quanto pela oportunidade de evitá-los.

Veja abaixo o que cada termo significa:

Negligência

A negligência surge quando o motorista não está focado em seu trabalho. Por não estar compenetrado ele acaba cometendo erros que podem causar problemas graves e acidentes. Essa é a ocorrência mais comum.

Os acontecimentos mais frequentes de negligência no transporte de cargas são quando o condutor do caminhão utiliza o celular enquanto está dirigindo, mexe no rádio, conversa com outra pessoa e deixa de prestar atenção total à rodovia etc.

Imperícia

A imperícia refere-se à carência de capacidades ou habilidades do motorista. É uma pessoa mal treinada ou que está com seu conhecimento defasado. A consequência disso para o transporte de cargas é uma maior probabilidade de acidentes.

Na logística de cargas, o termo em questão pode ser traduzido, então, por um caminhoneiro com pouca qualificação para conduzir uma carreta. Por possuir pouca competência, ele não consegue evitar eventualidades que poderiam ser inibidas por alguém com mais experiência.

Um exemplo são caminhões que transitam pelas rodovias com uma mercadoria muito maior do que o tamanho do veículo ou muito pesada, como ocorre com os equipamentos de refinaria. Esse tipo de serviço exige um condutor mais experiente para evitar o tombamento da carga.

Imprudência

Essa também é uma situação comum, principalmente entre os caminhoneiros veteranos. A imprudência surge quando o motorista está muito seguro de si e, por conta disso, comete algo inconveniente ou de forma precipitada.

Um exemplo é quando o condutor precisa utilizar um EPI (Equipamento de Proteção Individual), mas o rejeita porque acredita não ser necessário. Outro caso é quando ele acredita que pode realizar uma ultrapassagem com o caminhão em um local proibido.

Erros de segurança no transporte de cargas

Depois de conhecer os principais riscos, chegou a hora de saber quais são os 5 erros de segurança no transporte de cargas mais cometidos por caminhoneiros. Vamos a eles:

1. Descuidar da manutenção

Gastos elevados com trocas e ajustes de equipamentos podem ser evitados se houver uma manutenção preventiva que mantenha o veículo em boas condições e adie (ou desacelere) o desgaste e, consequentemente, a substituição de peças. Graças a esse tipo de precaução, o desempenho geral é melhorado, fazendo com que o rendimento dos trajetos seja maior e o consumo de diesel e óleo seja reduzido.

Outro benefício de manutenções periódicas é a diminuição do número de acidentes — que colocam a vida dos motoristas e terceiros em risco e podem levar ao pagamento de despesas médicas e indenizações, dependendo do tipo de ocorrência.

2. Dar sobrevida aos pneus

Com segurança não se brinca. Por esse motivo, a vida útil dos pneus deve ser acompanhada à risca, e as tentativas de reciclagem devem ser esquecidas. Assim você evita imprevistos e gastos com o comprometimento de outros componentes do caminhão que também podem ser danificados durante o acidente.

Outro fator que pode afetar negativamente a continuidade dos trabalhos é a troca repentina dos pneus, que pode procrastinar entregas ou impedir viagens previstas. Nessa situação, o cliente é o mais prejudicado, pois não poderá contar com mercadorias/materiais para dar continuidade aos seus negócios no momento esperado.

3. Não realizar treinamentos periódicos

É fundamental fazer treinamentos periodicamente, assim você estará sempre qualificado para a execução dos procedimentos operacionais conforme recomendado. Sem contar que você também estará devidamente preparado para agir diante de inconvenientes que podem surgir no caminho.

4. Não fazer o planejamento da carga

O planejamento no transporte de cargas é tão importante quanto em qualquer outro negócio. Há diversos fatores que são melhorados pelo fato de serem planejados antes de sua implementação.

Assim, existem alguns aspectos que além de simples, trazem benefícios aos caminhoneiros. Por exemplo, não deixar espaços vazios no perímetro da carreta, permitindo que os produtos se movimentem menos durante o trajeto, o que diminui o risco de danos às cargas consideravelmente.

5. Não gerenciar rotas

Gerir um meio de transporte não é somente se limitar ao registro de entradas e saídas no pátio ou garagem, como muitos caminhoneiros fazem. É necessário fazer o gerenciamento de rotas, para que tudo funcione da melhor forma possível.

É preciso saber para onde o veículo vai e em quais lugares ele passa para chegar ao seu destino, criando trajetos mais ágeis e seguros considerando trechos mais conservados. Nesse tipo de gerenciamento, é possível evitar grandes desvios, pois trata-se de uma elaboração bem fundamentada e segura.

Esperamos que as informações deste artigo possam ajudá-lo a melhorar a segurança no transporte de cargas da sua carreta. Para isso, basta colocá-las em prática. Aproveite o gancho desta leitura e entenda a importância da direção defensiva para a segurança no trânsito!