7 mitos e verdades sobre a troca de óleo que você precisa conhecer

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Vamos falar sobre mitos e verdades sobre a troca de óleo? Existem várias dúvidas sobre essa prática tão importante para a vida útil de seu caminhão e um bom caminhoneiro deve estar sempre bem-informado.

Como você sabe, ser um motorista profissional exige muito mais do que habilidades no volante, é preciso saber cuidar de seu caminhão. Ou seja, dominar boas práticas que o conservem é muito importante e a troca do óleo do motor é uma de suas grandes responsabilidades.

Diante disso, selecionamos os maiores mitos e verdades sobre o tema e trouxemos para o nosso blog. Quer aprender? Continue lendo!

1. Sempre que ocorre a troca do óleo deve-se trocar o filtro

Se você já ouviu falar isso, seja de um amigo caminhoneiro ou de um mecânico, saiba que se trata de um mito. Não existe nenhuma orientação que exija a troca do filtro juntamente ao óleo do motor.

Na verdade, o ideal é que a troca do filtro seja intercalada com a troca de óleo, de modo que a cada duas trocas de óleo se realize uma troca de filtro.

Lembrando que mecânicos pouco preparados ou mesmo mal-intencionados podem induzi-lo ao erro, fazendo com que você gaste mais do que o necessário. Por isso, a indicação é sempre realizar tal procedimento em concessionárias autorizadas e com profissionais qualificados e preparados para lidar com o seu modelo de caminhão.

Entretanto, não tem problema fazer a troca dos dois juntos, já que isso auxilia a evitar que impurezas do óleo entrem em partes importantes do veículo e danifiquem a sua eficiência.

Além disso, é preciso levar em conta que cada veículo tem a sua própria recomendação de troca, por isso, procure no manual ou entre em contato com a fabricante para descobrir qual a frequência ideal das trocas dos filtros.

2. Os óleos mineral, sintético ou semissintético são diferentes

Pode parecer um conhecimento técnico demais, mas conhecer um pouco sobre os tipos de óleo existentes no mercado é essencial para o bom funcionamento de seu caminhão.

Por isso, a primeira noção que você deve ter é a de que os óleos mineral, sintético e semissintético são diferentes, pois cada um deles tem uma formulação diferente e é indicado para situações específicas.

Nesse sentido, sempre que for trocar o óleo do seu caminhão, procure saber qual a orientação do fabricante para mantê-lo em sua máxima performance.

3. O óleo deve ser trocado a cada 5 mil km rodados

Com certeza você também já deve ter ouvido dizer que o óleo do motor deve ser trocado a cada 5 mil km rodados, mas será que isso é um mito ou verdade?

Estamos diante de mais um grande mito das estradas, que existe mais em torno de carros pequenos. Ora, não existe um padrão de tempo para a troca de óleo do caminhão, já que cada fabricante e modelo tem uma orientação que deve ser seguida. Além disso, a depender da intensidade de uso do seu veículo, isso pode mudar.

Deve-se conferir o manual do seu caminhão ou consultar a concessionária para lhe orientar com seriedade e competência.

4. O motor deve estar quente na troca de óleo e frio na verificação do nível

Há muita dúvida sobre isso, mas é preciso enfatizar que não se trata de um mito. É extremamente aconselhável que você troque o óleo com o motor aquecido, mas que verifique o seu nível apenas quando ele estiver frio.

E por que isso acontece? O óleo quando é aquecido tem a sua viscosidade reduzida, portanto, escorre com mais facilidade, tornando a troca mais rápida e eficiente. Por outro lado, no caso da verificação do nível do óleo, quando ele está quente o volume pode variar um pouco devido a dilatação do fluido. É sempre importante esperar alguns minutos para verificar o nível de óleo, pois se verificado assim que desliga o motor boa parte do lubrificante estará ainda nas galerias e peças, tornando a leitura incorreta. 

Por isso, se você acreditava que isso era apenas um mito, comece a tomar esses cuidados com o seu caminhão.

5. Não se pode completar o nível de óleo com outra marca

Mais um mito do mundo dos caminhoneiros, mas que merece algumas ressalvas. Então, caso você ainda não saiba, lembre-se a partir de agora de que é errado afirmar que não se pode completar o nível do óleo com outra marca.

Mas existem alguns detalhes que merecem sua atenção. Lembre-se de verificar se os óleos têm as mesmas especificações de desempenho e viscosidade, ou seja, eles devem ser compatíveis.

A não conferência desse detalhe pode alterar suas propriedades, podendo acarretar em perda de eficiência e aumento do consumo de combustível. Portanto, é possível completar o nível do óleo do motor com uma marca diferente, desde que os dois produtos tenham as mesmas características.

6. Quando o veículo abaixa o nível do óleo é sinal de que está com problemas

Esse é um dos grandes mitos que vemos ser repetido em oficinas pouco especializadas e por caminhoneiros que não pesquisam sobre a troca de óleo.

Dizer que o fato de o caminhão estar abaixando o nível do óleo é sinal de que o motor está com algum problema é um erro e que, muitas vezes, faz com o que o proprietário gaste uma boa quantia de dinheiro trocando peças e procurando por um defeito que sequer existe.

Na verdade, até mesmo os veículos mais novos consomem o óleo do motor. Cada fabricante informa a quantidade máxima de consumo de óleo lubrificante que o veículo pode ter. A depender das condições e de diversos outros fatores, esse gasto pode ser maior e não pode ser automaticamente associado a problemas no motor.

7. Os óleos ficam com uma coloração mais escura devido a sujeiras no motor

Verdade! Você já deve ter observado durante as trocas de óleo que ele costuma apresentar uma coloração escura, muitas vezes, preta. Isso realmente acontece devido à limpeza que ele promove no motor e, portanto, não está associado à falta de qualidade do produto.

Ao contrário, significa que ele cumpriu com seu papel e retirou as impurezas que estavam no motor e que comprometiam o seu funcionamento.

8. O óleo lubrificante recomendado pelo fabricante do veículo é a melhor opção

Sempre dê preferência aos óleos indicados pelo fabricante do veículo, afinal, ninguém melhor do que a própria instituição que fez o caminhão para indicar os melhores produtos para ele.

Geralmente, os lubrificantes são recomendados com base na sua viscosidade e API/ACEA. Essas informações podem ser encontradas na embalagem do próprio produto e podem aparecer da seguinte maneira: “40, 5W30, 50, 10W40, 20W50 dentre outros dados.

Existem outros aspectos que devem ser levados em conta na hora de escolher um lubrificante para o seu veículo, como prestar atenção na origem do óleo, o seu índice de viscosidade, detalhes da embalagem e nível de desempenho.

Um dos tipos mais recomendados é o mineral, já que ele agride menos o motor do caminhão e conta com uma boa eficiência. Na composição, podem ser observados alguns aditivos que melhoram o seu veículo.

9. Os óleos lubrificantes homologados já têm os aditivos que o motor necessita

E por falar em aditivos, os óleo lubrificantes homologados já contam com componentes que são necessários para o bom desempenho do caminhão, por isso, não é necessário colocá-los separadamente.

É importante ter cuidado com a adição de aditivos no seu óleo, já que, em vez de melhorar o seu desempenho, ele pode diminuir a vida útil do seu veículo e até mesmo causar danos mais graves.

É muito importante se atentar ao manual do fabricante para entender se é necessário adicionar aditivos, o que muitas vezes pode não ser necessário, e quais os tipos que podem ser adicionados.

Muitos aditivos podem ter uma procedência duvidosa, não sendo de qualidade e incentivando o acúmulo de impurezas no motor, o que pode atrapalhar bastante o seu desempenho.

10. Não existe diferença entre os óleos lubrificantes para carro e moto 

Apesar de serem semelhantes, existem diferenças entre os óleos lubrificantes de carros e motos. Os aditivos para carros, por exemplo, contam com especificações únicas, como a aditivação para melhorar características específicas do desempenho de um carro ou caminhão.

Por isso, colocar um lubrificante de um carro em uma moto, ou vice versa, poderá ocasionar em problemas para o veículo, até mesmo causando danos para o seu motor e partes em que ele é utilizado.

Caso você utilize o lubrificador de carros em uma moto, por exemplo, isso resultará em danos em sua transmissão, já que a embreagem e o câmbio são separados do motor então não recebem o lubrificante.

Assim, antes de escolher o lubrificante para o seu caminhão ou carro, certifique-se de que ele foi feito para esse tipo de veículo, além de levar em conta outras características que mostram a sua boa qualidade e eficiência.

E então, o que achou desses mitos e verdades sobre a troca de óleo? Você sabia de todos eles ou também estava cometendo alguns erros? A intenção deste post é ajudá-lo a se informar melhor para que seu caminhão esteja sempre conservado e permita que você se torne um motorista de sucesso. Portanto, não erre mais e propague esse conhecimento aos seus amigos caminhoneiros!

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3 comentários em “7 mitos e verdades sobre a troca de óleo que você precisa conhecer

  1. Obrigado pelas dicas bem bacanas que vcs estão me enviando , e realmente sempre se tem alguma duvidas como por exemplo completar o óleo com outra marca !

  2. Bom dia a todos. O exposto acima é interessante porem da mesma forma que orientaram para verificar sobre o oleo recomendado, deveriam fazer o mesmo para os filtros, pois todas as trocas de oleo devem trocar o respectivo filtro, por questoes muito simples.
    A primeira é a retencao do particulado, e ao adicionar oleo novo ao motor, ocorre a acao detergente do oleo novo na borra que parte impregnou o filtro, e esta “lavagem” do material retido ira contaminar o oleo novo, alem do despreendimento do material particulado que estava retido no papel pelo mesmo motivo da ação detergente. Os manuais de servico de muitos veiculos recomendam a troca pelo mesmo motivo, apesar de nao informar o “porque” e simplesmente solicitar a troca.
    Temos ainda em muitos veiculos pesados, os filtros SpinOn (blindados) que tem valvulas de seguranca, anti-retorno e outros componentes fabricadas pensando em uma unica utilizacao, ou seja uma troca de oleo, e usar por mais tempo pode permitir a fadiga destes elementos incorporados permitindo a passagem de material filtrado que estava retido na zona suja do filtro.
    Tambem existe a possibilidade de retorno de lubrificante pelos mesmos motivos ou seja a fadiga pelo uso prolongado do filtro para o qual ele nao foi projetado nem fabricado, e isto sobrecarregara outros componentes do sistema como valvulas intermediarias, galerias, bomba, etc, e muitas vezes pode levar ao esvaziamento do filtro, portanto a cada partida (dependendo do projeto o filtro e posicao no motor) o filtro pode estar vazio e a longo prazo gerar danos ao conjunto como desgastes de Pistoes, aneis, bronzinas, eixos de comando, tuchos hidraulicos.
    Os filtros de oleo ecologicos (Hengst Energeticos) sao fabricados com papeis autoportantes de maior resistencia e sem adesivos (Termo Fusão), onde as valvulas e outros componentes sao para longa vida util normalmente a mesma do motor, porem os elementos filtrantes nao sao fabricados para esta vida do motor ou varias trocas de oleo, normalmente os projetos das montadoras sao para testes equiparados aos periodos de trocas usuais em manuais, e tem deterioracao nao projetada para varias trocas, e por serem elementos descartaveis.
    Existe uma conta muito simples, nao se justifica gastar 500 ou 600 reais em 20 litros de lubrificante e correr o risco de contaminar o oleo, o sistema ou liberar material retido pelos filtros para economizar 80 ou 100 reais de filtros, portanto é uma economia sem sentido.
    Muitas vezes as montadoras solicitam aos fornecedores testes para aumentar o periodo de uso do veiculo ou de componentes a pedido do mercado para reduzir tempo de parada em manutencao, porem muitos destes testes nao tem o resultado esperado pois as condicoes de uso do veiculo, estradas, manutencoes, e outras nao podem ser obtidas no dia a dia, e da mesma forma que nas fabricas sao realizadas manutencoes preventivas e preditivas nas maquinas de produção, estas devem ser realizadas nos caminhoes, onibus, maquinas e outros equipamentos pois tambem sao maquinas que requerem manutencoes, sao equipamentos de produção.
    Em nenhum teste que realizei em montadoras nos ultimos 30 anos realizamos testes mantendo filtros e intercalando trocas, ao contrario, em todas as trocas de oleo os filtros foram removidos para permitir a analise do material filtrado e retido no meio filtrante (papel ou midia) do filtro para medir a eficiencia, da mesma forma que foi medida e analisada a quantidade de particulado presente no oleo a cada periodo medido nos testes.
    Tentar economizar em uma troca de oleo um filtro do ar, oleo, combustivel, sistema hidraulico (direcao, transmissao, etc) ARLA, e outros filtros, é correr o risco de gerar danos e manutencoes de centenas ou milhares de reais, como ocorre com o sistema Arla, onde um simples residuo despreendido pode obstruir o injetor e por nao realizar a troca de um filtro de 200 ou 300 reais, o reparo do sistema pode alcancar 7000 a 8000 reais pela complexidade dos componentes internos.
    Recomendo como no restante da materia para todos os temas comentados serem verificados prioritariamente no manual de servico do motor ou veiculo realizado pela montadora do mesmo, e pela falta de informacao contactar os respectivos fabricantes dos componentes, que sao especialistas nestes produtos, e opçoes para reducao de trocas, ampliacao ou prolongamento de vida util, e reducao de paradas, devem ser realizadas juntos com estes fabricantes onde tanto os fabricantes do oleo como dos filtros e demais componentes do conjunto (motor ou veiculo) trabalham em parceria analisando a cada proposta todos os componentes internos, externos, tipo de uso, condicoes de uso (climaticas, manutencao, etc), condicoes de conducao ou seja o estado da via onde o veiculo é utilizado e o tipo de ambiente onde circula, pois existem no Brasil condicoes continentais, quando estamos na chuva na regiao amazonica estamos na estiagem no Sul, e vice versa, portanto ate esta condicao é mensurada.
    E tambem lembrando que testes feitos com o veiculo proprio podem acarretar despesas para o usuario ou proprietario do veiculo, e estes devem ter a preocupaçao de utilizar da melhor forma possivel estes equipamentos evitando prejuizos por tentativas e erros.
    O menor custo dos veiculos pode ser obtido pela manutencao preventiva que pode ser orientada pelos fabricantes dos lubrificantes e fluidos, filtros, e componentes, realizando a direcao economica normalmente com cursos oferecidos pelos fabricantes das maquinas e equipamentos, e seguindo o manual destes veiculos e solicitando o suporte dos fabricantes dos veiculos e fornecedores dos componentes.
    Na questao filtros podem contactar a Hengst atraves do site “Hengst.com”, pelos nossos distribuidores ou pelos nossos representantes em todos os estados.

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