Tire todas as dúvidas sobre o transporte interestadual de cargas

transporte interestadual
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Transporte interestadual – De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) mais de 60% das cargas do país são movimentadas via modal rodoviário, dado que ajuda a entender a importância dessa modalidade de envio de cargas no Brasil.

Porém, existem várias regras a serem seguidas durante esse processo. Pensando nisso, elaboramos este conteúdo para ajudar  você a ficar por dentro de todas as informações necessárias para realizar o transporte interestadual com eficiência e segurança. Boa leitura!

Como funciona o modal rodoviário?

O modal rodoviário consiste no envio de cargas (por meio de veículos dos mais variados tamanhos) utilizando estradas e outras vias de tráfego. Os percursos podem ser curtos — entre cidades, por exemplo — ou longos, como é o caso do transporte interestadual.

Para garantir a eficiência nessa atividade, muitos processos são executados antes e durante o transporte, tais como:

  • administração do transporte, pela qual se analisa os custos e se realiza as negociações para a escolha da transportadora ideal para o serviço;
  • conferência da carga, pela qual é feita uma checagem dos produtos que serão transportados, garantindo que o tipo e quantidade de material estejam corretos e evitando prejuízos com devoluções;
  • roteirização, pela qual são definidas as melhores rotas, os custos e os prazos para a chegada das mercadorias;
  • descarregamento e distribuição, que é quando os produtos chegam aos centros de consolidação, são descarregadas, redistribuídas em veículos de menor porte e enviadas aos seus destinos;
  • análise dos indicadores de desempenho, que consiste em avaliar o nível de desempenho da operação e verificar se as estratégias e metas foram atendidas.

Quais os tipos de cargas mais comuns?

Por ser o modelo de carga mais usado no país, os mais variados produtos são transportados pelas rodovias do Brasil. Abaixo, listamos as principais categorias que são enviadas por esse modal:

  • cargas frigoríficas, que são resfriadas e demandam o transporte em caminhões com baús com controle de temperatura. São congeladas ou resfriadas e altamente perecíveis;
  • cargas a granel, que consistem em produtos que não precisam ser ensacados ou encaixotados. Podem ser líquidas ou sólidas;
  • cargas vivas, que são compostas basicamente por animais. Por ser um modelo de transporte delicado e para garantir a segurança da carga, são usados veículos com carroceria fechada e que possuam saídas para ventilação;
  • cargas indivisíveis, que são compostas por produtos de grande porte e que não podem ser divididos (vagões, guindastes, transformadores etc.);
  • cargas perigosas, que são de manuseio delicado, pois podem gerar riscos à saúde, meio ambiente e à integridade física dos profissionais. São transportadas em caminhões específicos e conduzidas por motoristas especialmente treinados;
  • cargas secas, que são formadas por produtos não perecíveis e que não necessitam de refrigeração para transporte. Entram nessa categoria: materiais para construção, madeira, encanamento etc.

Qual a documentação necessária para o transporte interestadual?

Para realizar o transporte de cargas interestadual, alguns documentos são essenciais para que a empresa não sofra penalidades e nem fique com seus produtos parados na estrada. São eles:

  • NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), que é um documento obrigatório para comercialização de qualquer mercadoria, além da formalização da prestação de serviço. É por meio dela que o negócio é documentado e todos os impostos são recolhidos;
  • MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), que serve para identificar a unidade de carga usada e as características do veículo e do transporte que envolve a transportadora;
  • DANFE (Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica), que é a versão impressa na NF-e. Serve para simplificar o acesso aos dados existentes na NF-e, além conter a assinatura do destinatário, servindo de comprovante físico de transição e entrega de mercadoria;
  • CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), que serve como uma nota fiscal de prestação do transporte de carga;
  • DACTE (Documento Auxiliar de Conhecimento de Transporte Eletrônico), que é uma versão impressa e simplificada do CT-e. Apesar de não substituí-la, ela tem como objetivo realizar o acompanhamento da carga que está transitando;
  • RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Cargas), que é um seguro obrigatório responsável por cobrir danos causados a terceiros. Tem validade em todo o território nacional e deve ser contratado pelo transportador;
  • CIOT (Código Identificador de Operação de Transporte), que tem como objetivo controlar o pagamento do frete que estiver relacionado à prestação de serviço de transporte de cargas.

Quais são os impostos cobrados?

Com a alta tributação aplicada no país, é importante conhecer bem os diferentes tipos de impostos que são cobrados com relação ao transporte de cargas interestadual. Eles são divididos entre tributos federais, estaduais e municipais.

Tributos federais

Consistem em uma série de impostos que as transportadoras precisam recolher no exercício das atividades, tais como:

  • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • PIS/PASEP (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público);
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);
  • INSS (Instituto Nacional do Seguro Social);
  • IPI (Imposto sobre Produto Industrializado).

Tributo estadual e municipal

O tributo estadual é composto pelo recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que, no caso de operações interestaduais, têm seus valores definidos por um consórcio entre os estados.

Já o tributo municipal é composto pelo ISS (Imposto sobre Serviços), que conta com alíquotas que também são determinadas pelo ente federativo de cada município — que tem sua própria base de cálculo.

Quais os principais riscos no transporte de cargas?

Trafegar pelas rodovias brasileiras requer muitos cuidados e uma atenção excessiva dos condutores, a fim de evitar acidentes que destruam a carga ou situações que coloquem em risco sua integridade física e de outras pessoas. Isso sem contar a ação de criminosos, especializados no roubo e furto de determinados itens.

Abaixo, listaremos alguns conceitos que devem ser entendidos por todos os envolvidos em uma operação de transporte de cargas interestadual.

Imperícia

É quando existe uma falta de habilidade ou capacidade do motorista. Essa situação pode levar a graves acidentes, pois o condutor não tem os conhecimentos necessários para evitá-los.

Por isso, é de responsabilidade da empresa contratar trabalhadores experiente e preparados, além de investir sempre em treinamentos de capacitação e reciclagem para os colaboradores.

Imprudência

Geralmente acontece quando o motorista já possui certa confiança na direção e acaba deixando de lado algumas medidas de segurança por confiar apenas em sua experiência.

Outro caso de imprudência é quando o funcionário quer ser proativo, mesmo sem possuir o conhecimento necessário para executar tal função. Isso acaba levando a deslizes e riscos sérios de acidente.

Negligência

É uma situação bastante comum e com graves consequências. Atender ao celular enquanto dirige, desviar a atenção da estrada enquanto conversa com outra pessoa e se alimentar na direção são só alguns dos exemplos de negligência.

Esses descuidos podem parecer simples, mas são por meio deles que o condutor pode acabar causando um acidente grave, colocando em risco sua própria vida e a de outras pessoas que possam estar envolvidas.

Qual a importância do gerenciamento de risco?

Como dito acima, existem vários riscos que podem levar a graves consequências enquanto se realiza o transporte de cargas. Por isso, cabe a empresa elaborar um processo de gerenciamento de risco, reduzindo ao máximo as possíveis ameaças existentes estrada.

Esse procedimento conjunto de recursos, que tem como função organizar, controlar e planejar as melhores práticas, com objetivo de garantir a segurança tanto da carga quanto do condutor e todos que estão à sua volta.

Algumas dessas práticas incluem investimento em capacitação e treinamento aos profissionais, substituição dos equipamentos deteriorados e veículos antigos, fiscalização e monitoramento do modo de atuação dos condutores, rastreamento dos veículos, entre outros. Com isso, a empresa, além de preservar a carga e a segurança dos colaboradores, reduz também os prejuízos operacionais e otimiza o processo de transporte das cargas.

Como você viu, existem diversos aspecto que envolvem o transporte interestadual de cargas e todos eles merecem a devida atenção, para que os processos sejam executados com o máximo de efetividade — garantindo o melhor atendimento aos clientes.

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