Sistema Euro 5: entenda o que é e suas regulamentações

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Você já ouviu falar no sistema Euro 5, que foi desenvolvido com o objetivo de promover a diminuição da emissão de poluentes? Afinal, quais são as medidas propostas por essa regulamentação? De quais formas ela interfere em sua frota?

Pensando nessas e em outas questões associadas ao tema, preparamos este conteúdo. Ao longo do texto, você entenderá em que consiste essa convenção, quais são as mudanças que ela propõe e por quais motivos é tão importante ter atenção a esse assunto. Aproveite as informações!

O que é o sistema Euro 5?

De forma bastante resumida, o Euro 5 é um conjunto de normas regulamentadoras pensadas para reduzir a emissão de poluentes dos veículos movidos a diesel, como o caminhão. Esse nome, aliás, é uma referência à lei europeia criada com o mesmo propósito. 

O primeiro padrão europeu voltado à diminuição de poluentes emitidos por ônibus, caminhões e afins surgiu em 1992. Em mais de 25 anos de existência, ele passou por 5 atualizações, sempre no sentido de modernizar os veículos a fim de deixá-los mais sustentáveis, causando menos impactos ao meio ambiente e, por consequência, à saúde humana.

No Brasil, ele é oficialmente chamado de Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE P7), sendo responsabilidade do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). 

Em vigor desde janeiro de 2012, a Cartilha PROCONVE P7 estabelece limites de emissões para carros pesados e movidos a diesel. Para serem atendidos, eles exigem novas tecnologias — sistemas de pós-tratamento dos gases de escapamento e modificações nos motores — e combustível com teor reduzido de enxofre. Por isso, é essencial ter atenção à qualidade do combustível que você usa em seus caminhões. 

Uma das principais proposições do sistema é que ele limita e obriga as montadoras a fabricar automóveis capazes de reduzir a descarga de óxido de nitrogênio em até 60%. Outras reduções importantes são:

  • até 29% em monóxido de carbono;
  • até 23% em hidrocarbonetos totais;
  • até 80% em material particulado.

Quais mudanças ele propõe?

Desde que começou a valer, o Euro 5 obrigou todos os caminhões saírem de fábrica com um motor diesel cujo sistema é capaz de fazer o tratamento de gases poluentes promovendo a recirculação do gás de escapamento.

Uma dessas tecnologias também é chamada de EGR (Exhaust Gas Recirculation): com ela, há como reduzir a temperatura da combustão e eliminar óxido de nitrogênio (NOx). Ou seja, ocorre um controle do volume de gases expelidos após a combustão.

Além disso, tornou-se necessário contar com um filtro de partículas no sistema de escape e um sistema de turboalimentação mais complexo. Outra tecnologia que pode contribuir com esse processo de adaptação é a SCR (Selective Catalityc Reduction), que viabiliza a redução catalítica seletiva. Na prática, ela funciona como uma válvula que injeta um aditivo — o agente líquido Arla 32 — para neutralizar o óxido de nitrogênio. 

Vale ressaltar que todas essas tecnologias apresentam vantagens de acordo com as especificações de cada veículo. Portanto, depois que a determinação legal entrou em vigor, os fabricantes selecionaram a opção mais adequada para suas produções: além de atender às normas, as tecnologias foram adotadas levando em conta os custos e as condições operacionais.

Mais do que contar com essas funcionalidades inteligentes nos motores, também é fundamental ter atenção ao diesel, ainda mais se você pretende fazer a economia de combustível e otimizar os gastos com sua frota. Afinal, para cumprir as exigências da regulamentação, é preciso rodar com um diesel cujo teor de enxofre seja menor do que o encontrado nas versões antigas.

Por que a qualidade do diesel é um ponto de atenção?

Logo depois da regulamentação, passaram a ser comercializados no Brasil dois modelos distintos de diesel: o S50 e o S10. Os dois eram permitidos pela legislação, mas o S10 era a opção mais limpa do ponto de vista da emissão de poluentes — isso fez com que ele fosse recomendado com mais frequência.

Para se ter ideia, ele tem até 90% menos enxofre do que o S50, sem contar que ainda reduz a emissão de fumaça branca. Menos prejudiciais para a natureza, combustíveis limpos reduzem o acúmulo de material particulado no escape, o que ajuda na partida a frio. Em razão da grande diferença existente entre eles, o S50 foi proibido a partir de 2013. 

Uma dúvida que muitos motoristas, gestores e profissionais da área tiveram é se o diesel com baixo teor de enxofre pode ser usado em caminhões antigos, mas do possível, é oportuno destacar que a aplicação do S10 proporciona uma série de vantagens para esses modelos, como:

  • diminui o desgaste de anéis e cilindros;
  • aumenta a vida útil de vários componentes; 
  • retarda a deterioração do óleo lubrificante. 

Caso os caminhões de sua frota estejam todos enquadrados nas exigências do PROCONVE P7, saiba que é totalmente desaconselhável abastecê-los com outro diesel que não o S10. Isso não só aumentará as emissões, desrespeitando a legislação vigente, mas também levará ao consumo exagerado de combustível e prejudicará o desempenho do veículo como um todo. O entupimento do filtro e do catalisador é outra consequência bastante negativa nesse sentido. 

Quais serão os impactos do Euro 6?

A renovação desse sistema aconteceu há um bom tempo na Europa. Em solo brasileiro, essa atualização, que corresponderá à oitava fase do PROCONVE, entrará em vigor a partir do dia 1 de janeiro de 2023. 

Conforme matéria publicada no site do Estadão, além da diminuição da emissão de poluentes, a resolução também determinará a redução dos ruídos dos veículos em três etapas. O máximo permitido na fase inicial será de 72 decibéis — a tendência é que, com o passar dos anos, esse limite seja cada vez menor. 

Enfim, é inegável que o Euro 5 trouxe medidas benéficas para quem atua no setor, para o meio ambiente e para a sociedade em geral. Informe-se e veja se os seus caminhões se enquadram nessas regras.

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