Problemas mecânicos: o que fazer quando o caminhão perde a força?

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É bastante comum ver, hoje em dia, caminhoneiros e frotistas procurando oficinas para checar comportamentos estranhos dos caminhões, como afogamento (engasgos), consumo exagerado, fumaça escura, entre outros problemas mecânicos.

Os motoristas estão ficando mais conscientes quanto a isso, pois esperar a quebra de um componente importante pode deixar o caminhão parado e atrasar as viagens. Uma das ocorrências mais comuns é a perda de força do motor, que compromete o desempenho da máquina nas estradas. Felizmente, há algo benéfico nisso tudo, pois o caminhão mostra sinais, como falta de rendimento e/ou dificuldade em subidas.

Contudo, existem explicações para esses defeitos, assim como soluções práticas. Neste post, você saberá como resolver a falta de potência da sua frota. Confira!

Quais são os principais sinais de problemas mecânicos?

Felizmente, os veículos de carga apresentam indícios fáceis de serem identificados.

Engasgo no motor

Esse é o sinal mais comum de que algo não vai bem com o motor do caminhão. No entanto, é um pouco difícil saber exatamente qual é o motivo avaliando somente esse sintoma. Pode ser um “problemão” ou somente uma reação mecânica momentânea.

Mesmo assim, é importante inspecionar caso esses engasgos durem muito tempo. Às vezes, eles podem se manifestar antes da perda de potência, por exemplo. Portanto, fique alerta e se mantenha vigilante durante a corrida. Leve seu veículo para a oficina assim que for possível.

Perda de eficiência no consumo de combustível

Em geral, quando um caminhão fica fraco, ele precisa de mais diesel para andar. Assim, deslocamentos mais pesados, como subir ladeiras ou transportar cargas pesadas, podem exigir muito do motor, resultando no consumo exagerado de combustível — situação nada boa para o bolso do caminhoneiro.

No começo, os sintomas são mais sutis, como dificuldade para acelerar. Contudo, logo eles se tornam mais crônicos, ao ponto de o motor não mais puxar o veículo.

Fumaça escura e pesada saindo do escape

Esse é outro problema bastante recorrente que requer uma revisão minuciosa do sistema mecânico. Isso porque a fumaça deve apresentar uma coloração acinzentada e ser leve, para dispersar rapidamente na atmosfera. Só que, quando ela fica muito escura, é provável que esteja com alta concentração de resíduos por causa da queima de óleo, o que pode carbonizar o motor por completo.

Vale ressaltar que a fumaça em si não é um problema. Ela é somente um alerta de que é preciso verificar o caminhão antes que ele comece a perder força.

E as causas mais comuns?

A falta de desempenho do motor pode vir de diversos fatores. Desde diesel de qualidade duvidosa, filtro de ar sujo, problemas na vela de ignição, entre outros. E os defeitos podem ir muito além da perda de potência.

No entanto, por vezes, a mecânica está em ordem e o sistema de motorização continua sofrendo com falta de potência. Isso porque o motor não existe apenas para deslocar o caminhão, mas também serve para auxiliar o alternador a fim de recarregar a bateria para o uso de acessórios, como ar-condicionado, faróis, painel, vidros elétricos, rádio, sensores mecânicos etc.

Conheça a seguir o que pode prejudicar o desempenho do seu caminhão.

Refrigeração

A alta temperatura do ambiente pode prejudicar o sistema de arrefecimento, forçando o veículo a rodar em situações de calor intenso. Nessa condição, o ventilador atua em potência máxima, elevando as chances de ser danificado. Como consequência, a força restante para o funcionamento do motor pode reduzir de forma significativa.

Às vezes, essa situação não pode ser evitada, principalmente no pico do verão de algumas regiões do Brasil, como áreas litorâneas e regiões de cerrado, que podem apresentar temperaturas de 40°C. Felizmente, existe uma atitude que pode ser tomada: escolher o aditivo ideal para o radiador a fim de evitar que ferva ou congele.

Bomba de combustível

Como o diesel é bombeado até o motor, isso garante que o volume ideal chegue até o sistema e nivele a eficiência entre o consumo de combustível e o deslocamento do caminhão. Nesse caso, fica fácil compreender por que um defeito na bomba de combustível pode deixar o motor fraco.

Existem alguns problemas que podem levar a esse mau desempenho, como acúmulo de resíduos provenientes da queima de combustível, queima de alguns componentes ou falha nos comandos. Tudo isso altera o volume de diesel que chega no motor, comprometendo seu desempenho.

Partida

O funcionamento dos mecanismos do caminhão necessitam da sincronia entre sistemas elétricos e mecânicos juntamente com as peças. Se uma coisa não está nivelada à outra, o movimento do veículo fica comprometido. E uma das etapas que exigem atenção do motorista é o processo de ignição. Isso porque a primeira queima de combustível se reflete nos processos seguintes. Se ela for ineficiente, não haverá energia suficiente para circular no motor, ou seja, ele não dá partida.

Entretanto, pode ser que outra situação ocorra: a bomba de diesel e as velas de ignição podem atuar fora de sintonia, gerando faíscas fora do tempo ideal e não bombeando o volume ideal de combustível.

O efeito é uma sequência de engasgos, motor morrendo e baixas repentinas de desempenho. Identificar essa falha é essencial, pois seu problema está em conjuntos vitais, como o sistema de injeção, ou mesmo a central de comando.

Defeito na correia de distribuição

Essa é uma falha rara, mas que ainda não é impossível de acontecer. A correia dentada é outra peça que influencia a sincronização entre diversos componentes do motor. Se ela não estiver funcionando da forma correta, pode levar a travamentos e até ser rompida, levando à perda total do sistema.

Para evitar esse enorme prejuízo, troque a correia de distribuição no tempo certo, que pode ser entre 100 mil e 150 mil km rodados — parâmetro que varia conforme o modelo, as recomendações da montadora e as condições gerais durante esse período.

Como a manutenção preventiva pode evitar esses problemas mecânicos?

A manutenção do caminhão nada mais é do que avaliação periódica de diversos componentes do caminhão. Ela é feita para detectar, de antemão, possíveis avarias, falhas ou quaisquer defeitos que possam comprometer o funcionamento adequado do veículo — sem contar a possibilidade de fazer ajustes, limpezas ou substituir peças que estejam prestes a se desgastar.

Essa técnica é a maneira mais inteligente e barata de garantir a durabilidade do caminhão. Como é uma prática preventiva, evita que pequenas deficiências se tornem maiores ou causem paradas repentinas. Por isso, é recomendado ter um conjunto de ferramentas para checar e/ou prestar os “primeiros socorros” na sua máquina quando ela perde a força.

Felizmente, a manutenção preventiva pode ser programada no cronograma de revisões da frota, por exemplo. Além disso, também é possível contar com equipamentos de detecção que analisam as condições do veículo em tempo real. Com isso, você evita que algo passe despercebido por longos períodos.

Como você pôde ver, existem diversos problemas mecânicos que podem deixar seu caminhão fraco. Para evitar esse problema, é preciso que você, caminhoneiro frotista, conheça muito bem a máquina que está dirigindo para evitar erros na manutenção. Portanto, se você deseja elevar sua eficiência logística e prolongar a vida útil da sua frota, fique atento a esses detalhes.

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